A concorrência desleal dos produtos agropecuários importados dos países membros do Mercosul foi pauta de reunião nesta segunda-feira, dia 13, em Brasília. No encontro, que durou mais de duas horas, e foi organizado pelo deputado federal Luis Carlos Heinze (PP/RS), estiveram representantes dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; da Fazenda; das Relações Exteriores; e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

De acordo com um estudo apresentado pelo economista-chefe da Farsul, os custos de produção no Brasil são bem mais elevados se comparados aos dos nossos vizinhos. A diferença de preço entre os principais insumos e tributos chega a mais de 30%. Mesmo com todos os empecilhos e burocracia apresentada pelos representantes do governo brasileiro, o setor irá indicar uma lista com os principais defensivos utilizados no Brasil para que a importação seja liberada. Uma outra estratégia seria a de denunciar as empresas no CADE - Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Em outra ofensiva, será estudada a criação de uma proposta que permita a devolução de parte dos impostos - Reintegro - para equiparar as assimetrias tributárias.

Na Câmara, já tramita o Projeto de Decreto Legislativo - PDC - 844/2017, que suspende as importações de arroz, leite, trigo e maçã até que os governos dos países membros do Bloco eliminem as condições desiguais de comércio, comprovadamente desfavorável aos produtores brasileiros, que envolvem assimetrias tributárias, fiscais, cambiais e ambientais. O deputado Heinze afirmou ainda que irá trabalhar para também incluir nas restrições a banana e a cebola. Mais detalhes neste informativo em áudio.

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