Os pellets de madeira são demandados por países comprometidos com a substituição gradativa das fontes de energia fósseis

Com liberação de licença ambiental prevista para o mês de março e espaço de operação específico no porto de Rio Grande já alinhavado com uma empresa, a cidade de Pinheiro Machado está perto de receber uma indústria de pellets. Demandada em larga escala por países de primeiro mundo comprometidos com a substituição gradativa das fontes de energia fósseis, como o carvão mineral, a matéria-prima deverá ser produzida na cidade pela Pellco em parceria com um fundo de pensão neozelandês. A indústria enfim gerará renda para produtores que viram sua aposta na atividade florestal esbarrar na falta de indústria para beneficiamento. Hoje, a região conta com 60 mil hectares de eucalipto.

Convencido de que o pellets tem mercado para manter, concomitantemente, outras plantas no estado, o deputado Luis Carlos Heinze já se movimenta para viabilizar uma segunda unidade, esta no município de São Borja. Com área de 70 mil hectares de pinus plantados na Argentina e desejo de investir no Brasil, o grupo chileno CMPC aparece como um potencial parceiro da Pellco. "Estive com o presidente do grupo CMPC do Brasil, o Valter Lídio, e garanti a ele que tão logo finalizemos este primeiro projeto, nosso foco será total em fazer deslanchar o de São Borja", destacou o parlamentar.

A proximidade com a região de Corrientes e Missiones, na Argentina, é o principal ponto a favor do município. A ausência de ferrovia que leve a madeira beneficiada para escoamento por meio do porto de Rio Grande é o principal desafio a ser vencido. O custo de cada planta é estimado em US$ 350 milhões.