O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, confirmou ao deputado federal Luis Carlos Heinze (PP/RS) que o governo vai liberar R$ 100 milhões para apoiar a comercialização do arroz. Com o recurso, a estimativa é de que 1,2 milhão de toneladas do grão sejam retiradas do mercado neste início de colheita, por meio dos mecanismos de Aquisições do Governo Federal – AGF – e dos prêmios de Escoamento do Produto – PEP – e Equalizador Pago ao Produtor – Pepro.

A decisão foi anunciada na tarde desta terça-feira, dia 30, em Brasília, durante reunião com os presidentes da Farsul, Gedeão Pereira, e da Federarroz, Henrique Dornelles, intermediada pelo deputado Heinze.

O primeiro leilão de PEP e Pepro está previsto para ser realizado em fevereiro, antes da abertura oficial da colheita do arroz, marcada para os dias 21, 22 e 23 de fevereiro. No total, os pregões ofertarão um milhão de toneladas para esses dois mecanismos e 200 mil toneladas para AGF. O volume representa quase 15% da produção gaúcha e catarinense.

O deputado Luis Carlos Heinze avalia as medidas como positivas. Segundo ele, a intervenção governamental é importante para a recuperação do valor do cereal, além de garantir o preço mínimo aos produtores. “Estamos atravessando uma das piores crises que o setor já enfrentou. São duas safras consecutivas de muitos prejuízos e esse anúncio, ainda longe de ser uma solução, chega em boa hora, antes do início da colheita, o que poderá acalmar o mercado e sinalizar uma recuperação nos preços”, avalia.

O parlamentar também faz um alerta aos produtores. "É importante que ninguém venda sua produção abaixo do preço mínimo".