Desastrosamente um pequeno grupo de funcionários do Ministério da Agricultura - 33 bandidos em mais de 11 mil pessoas sérias e idôneas - e alguns empresários inescrupulosos comprometeram a credibilidade da pecuária brasileira, além de colocarem em risco a saúde dos consumidores. Tudo o que esperamos, como cidadão, parlamentar e produtor rural, é a mais rápida e correta punição deles.

Por outro lado, a Polícia Federal, Ministério Público e o Judiciário cometeram um grave exagero que pode acabar com as nossas exportações, aumentar o já elevado índice de desemprego e trazer consequências trágicas e imensuráveis para os produtores e para a economia das nossas cidades.

As notícias apontam para dois anos de investigações. Por que não prenderam os envolvidos e fecharam os frigoríficos que usavam dessas práticas abomináveis antes de jogar um setor inteiro na desconfiança mundial?

Apenas três indústrias de aves, salsicha e mortadela foram fechadas e 21 estão sob "suspeita" de fraude em carnes bovinas em um universo de quase cinco mil plantas espalhadas pelo país.

Difamar toda a carne brasileira, uma cadeia inteira composta de pessoas sérias, honestas e trabalhadoras, que passa desde a transformação do grão em proteína animal, até a comercialização da carne em mais de 150 países do planeta, deve atender a algum interesse e agora, infelizmente, diante da imbecilidade de alguns, parece que caímos na armadilha.

A generalização desses fatos, a falta de discernimento na divulgação dessa operação é um verdadeiro crime contra o Brasil produtivo, um atentado contra a população e a nossa economia.

Já estou a caminho de Brasília, onde hoje a tarde também me reúno com o presidente da República, Michel Temer, com o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi e embaixadores de diversos países que compram a nossa carne. É preciso ações urgentes para evitar ainda mais prejuízos a toda a população brasileira.