O deputado federal Luis Carlos Heinze (PP/RS) e representantes do setor tritícola do Rio Grande do Sul e do Paraná se reuniram, nesta quinta-feira, 16 de março, com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, para cobrar políticas de apoio à cultura do trigo para 2017. Na ocasião, os triticultores também reivindicaram medidas para impedir a importação do cereal, que prejudica a produção nacional.

Fotos da reunião

De acordo com o deputado Heinze, de agosto do ano passado a fevereiro deste ano, foram comprados, principalmente dos países do Mercosul, cerca de quatro milhões de toneladas de trigo no período que coincidiu com a colheita do cereal nas lavouras brasileiras. 

“Esse grande volume de importação prejudica o produtor brasileiro. Só no ano passado, estima-se que foram mais de R$ 500 milhões em prejuízos. Por conta disso, até hoje não temos preço para o trigo, que está sendo vendido por volta de R$ 28, com preço mínimo estipulado pelo governo de R$ 38,65 a saca”, reclama Heinze.

Outro problema apontado ao ministro Maggi, foi em relação aos defensivos agrícolas usados pelos países exportadores. “A Argentina e o Paraguai, por exemplo, consomem produtos que não são permitidos no Brasil. Isso é concorrência desleal com o produtor brasileiro que tem um custo de produção bem mais caro e é prejudicial ao consumidor que se vê obrigado a adquirir alimentos que podem estar contaminados com produtos banidos do país. Fizemos esse alerta e vamos cobrar da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e do Ministério da Agricultura uma fiscalização rigorosa do trigo que vem de fora”, garante o parlamentar.

POLÍTICAS PARA 2017: Outro tema importante discutido com o ministro da Agricultura foi sobre as políticas que serão adotadas para a safra 2017. As taxas de juros e os limites de financiamentos para os triticultores, o seguro agrícola e a revisão do preço mínimo foram amplamente debatidos durante a audiência.

“Seguimos com as discussões das políticas para 2017. Queremos aumentar a subvenção do prêmio para o seguro, dos atuais 45% para 70%. Além disso, as entidades nos informaram que neste ano, o custo de produção aumentou, em média, 5% e, por isso, pedimos também a revisão do preço mínimo. Esperamos que 2017 seja um ano melhor para os triticultores brasileiros e vamos seguir o trabalho nesse sentido”, destacou Heinze.

Estiveram presentes as seguintes entidades: federações de Agricultura do Rio Grande do Sul – Farsul - e das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul - Fecoagro - Organização das Cooperativas do Paraná - Ocepar e a Associação das Empresas Cerealistas Brasileiras - Acebra - além de parlamentares do estado do Paraná.