Na última sexta-feira, 9, a Federação das Cooperativas de Energia, Telefonia e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul (Fecoergs), reuniu em Porto Alegre, dirigentes de cooperativas e lideranças políticas para debater as preocupações que afligem o setor cooperativado de distribuição de energia.
 
Um total de 23 Cooperativas gaúchas de geração e distribuição de energia estão unidas através da Fecoergs, sob a liderança do presidente Janio Vital Stefanello, que também lidera a Infracoop, Confederação Nacional das Cooperativas de Energia. No Rio Grande do Sul as Cooperativas atuam na área rural de 358 municípios atendendo 260 mil usuários.
 
O Cooperativismo de energia e desenvolvimento quer ser contemplado pela legislação do setor elétrico, através da Medida Provisória (MP) 579/2012. Emendas foram encaminhadas pela senadora Ana Amélia Lemos e pelo deputado federal Luiz Carlos Heinze, ao senador Renan Calheiros, relator do Projeto de Lei 3672/2012 que promove mudanças no regime de geração e distribuição de energia.
 
A senadora e o deputado pedem a exclusão das Cooperativas de algumas obrigações impostas pelo Projeto de Lei que tramita no Congresso Nacional. O presidente do Grupo Creluz, professor Elemar Battisti, se fez presente no evento e reforçou às autoridades políticas a importância destes pleitos: “Esta é a principal decisão do ano em complexidade, importância e divergência”, define Battisti.
 
As Cooperativas buscarão também o apoio da Secretario Estadual de Infraestrutura, Beto Albuquerque e do presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Márcio Lopes de Freitas.
 
Especialistas do setor elétrico alertam que a nova política tarifária deve comprometer a saúde financeira das estatais e afetar a qualidade do fornecimento de energia no Brasil. As informações foram repassadas pelo Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Elétrico.