Com o discurso afinado, cinco ministros foram ontem ao Congresso defender a medida provisória (MP) editada pela presidente Dilma Rousseff para suprir lacunas jurídicas geradas pelos vetos ao texto do Código Florestal, aprovado em abril. Mendes Ribeiro, da Agricultura; Izabella Teixeira, do Meio Ambiente; Pepe Vargas, do Desenvolvimento Agrário; Aguinaldo Ribeiro, da Cidades; e Luís Inácio Adams, da Advocacia-Geral da União, participaram de audiência na Comissão Mista que examina a MP. Para eles, a medida trará maior segurança jurídica no campo e permitirá conciliar produção de alimentos e preservação ambiental. Mas Izabella Teixeira deixou claro: o governo não aceita negociar o ponto mais polêmico: o tamanho das Áreas de Preservação Permanente (APPs) a serem reflorestadas com mata nativa.

Nos próximos sete dias, os deputados que apresentaram emendas devem ser visitados pelo presidente da Comissão Mista, deputado Elvino Bohn Gass. Conforme o gaúcho, são poucas as divergências apesar das 696 emendas. Dentre as que estão rendendo maior discussão, estão as apresentadas pelo deputado Luis Carlos Heinze. Ele defende a extensão do benefício da recuperação escalonada de APPs, exclusivo para áreas de até quatro módulos fiscais, a propriedades de até dez módulos. O ressarcimento de despesas de recomposição de APPs e indenização de áreas produtivas perdidas também causam embate. A apresentação do relatório final da comissão ocorrerá dia 4 de julho.