Há poucos dias a população brasileira assistiu estarrecida a invasão da fazenda do Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso e de seus filhos, em Buritis-MG, praticada por  militantes do MST. O mais chocante não foi a violência contra uma propriedade privada, que cumpre sua função social, ou seja, que é produtiva, paga impostos e gera empregos, mas a violação do maior patrimônio de um cidadão livre, que é a sua privacidade.

Os “sem terra” (ou seriam “sem álcool?”, devido a sede com que se atiraram à adega) não pouparam nem os aposentos íntimos da maior autoridade da nação, abrindo armários de roupas e se refestelando na cama do casal. Foi uma agressão moral que atingiu a todos nós brasileiros, que passamos a imaginar o que pode acontecer conosco se com o Presidente fizeram isso tudo.  

Mas esta violência contra o Presidente e seus familiares é por demais conhecida da classe ruralista brasileira, que há anos vem sendo agredida por estes mal denominados, “trabalhadores” sem terra. Particularmente os produtores rurais gaúchos vivem em constante estado de tensão, com  invasões e ameaças de invasões, agressões e atos de extrema violência tanto contra o patrimônio, quanto física e moral aos proprietários e seus empregados.  E o pior, tudo isso sob o olhar complacente das autoridades que têm a obrigação de zelar pela garantia da lei e da ordem.

 A  reintegração de posse da fazenda do Presidente foi concedida em questão de horas,  mas para as dos cidadãos comuns, leva até 30 dias para que isso aconteça. Sem falar quando um juiz resolve exigir provas de que os proprietários têm direito a manter a posse.  Além disso, muitas vezes, têm de pagar ônibus para que os invasores saiam de suas fazendas. Indenização pelos prejuízos?  Nem pensar! Devem dar graças à Deus que as conseguiram de volta!

 Apesar de tudo isso, a população brasileira não recebia uma informação precisa sobre essa violência contra as propriedades rurais, pois o  MST era glamourizado pela mídia, que o tinha como “coitados”, “trabalhadores sem terra”, “vítimas de exploração”, que não invadiam, apenas “ocupavam”. E com isto, passavam uma imagem falsa à sociedade que não tinha a mínima idéia sobre o que eles faziam.

 A diferença é que, pela ousadia do ato, houve repercussão na imprensa nacional e internacional, que mostrou ao vivo os atos de vandalismo sendo praticados. Agora “o feitiço virou contra o feiticeiro” e os agentes foram vistos como realmente são: invasores, transgressores da lei, um bando de terroristas organizados e seguros de sua impunidade.

Como diz o ditado “Deus escreve certo por linhas tortas”, talvez este ato do MST tenha sido o começo do fim desse movimento, que não tem nada de social,  ao contrário, é um movimento de terroristas.  

Os colonos verdadeiros, aqueles que possuem ligação e aptidão para trabalhar com a  terra, não andam com suas mulheres e seus filhos pelas beiras das estradas, anos a fio, expondo-os às intempéries e a todo o tipo de agressão, esperando receber de graça alimentos, remédios, etc. O colono é um homem de bem, que quer conquistar seus direitos com dignidade , reivindicando com respeito aos direitos dos outros,  à lei e à ordem.  O que este agricultor quer é  produzir e criar seus filhos com dignidade e em paz. Este, tem o nosso respeito, admiração e nosso empenho na busca de soluções, através de uma Reforma Agrária justa que contemple aquele que é realmente vocacionado para a terra.