Vocação para servir e muito trabalho: foram essas características que, lá no final dos anos 80, me conduziram à política. Antes do ambiente partidário, porém, esses mesmos traços pessoais ajudaram a delinear minha carreira profissional. Filho de família pobre comecei realmente do zero. Meu pai, além de um modesto dono de bar, era vinculado às coisas da terra – legado herdado de meu trisavô, oriundo da Alemanha em 1853. A propósito: todas as gerações que me antecederam vieram do campo.

Desde guri, senti essa mesma afeição. Na juventude, fiz o ginásio agrícola em Candelária, ingressei no colégio técnico de Alegrete e, anos mais tarde, me formei em engenharia agronômica em Santa Maria. Depois de consolidar meu próprio escritório de planejamento e assessoria técnica, adquiri algumas glebas de terra e cabeças de gado em 1974. Além de técnico e líder classista junto a produtores, cooperativas e sindicatos, ali eu também me tornava produtor rural.

Recupero essas breves passagens para mostrar que minhas conquistas foram fruto de trabalho – e somente dele. É compreensível que, num tempo de tantos desvios éticos, todos sejam lançados à vala-comum dos “políticos profissionais”. Eu, no entanto, construí meu sustento fora da política. E digo isso para mostrar que, se estou na vida pública, é porque tenho vontade de servir ao desenvolvimento econômico e social do nosso estado e do país. De servir ao bem comum e à construção de uma sociedade mais justa.

Minha trajetória política iniciou, em 1989, pelas mãos do saudoso Juca Alvarez, então prefeito de São Borja, que me convidou para ser secretário da Agricultura do município que me acolhera tão bem. Missão aceita acabei na sequência me elegendo prefeito pelo velho e bom PDS. De 93 a 96, comandei um governo que alcançou destaque regional e estadual. Diversas pesquisas feitas à época apontaram nossa gestão como uma das melhores do estado.

Em seguida, surgiu o desafio da candidatura a deputado federal, vitória política que alcancei no esteio desse mandato como prefeito e da luta que eu já fazia em favor da agricultura. Foram 63.606 votos na eleição de 1998. Em 2002, cheguei a 132.395 votos, em 2006 fiz 205.734 votos – a segunda maior votação do Rio Grande do Sul, quase o triplo do resultado obtido no pleito anterior. Na última eleição, no dia 3 de outubro de 2010, recebi a confiança de 180.403 gaúchos. Novamente fui o mais votado do meu partido e o terceiro do estado. Do primeiro dia até aqui, sempre estive no mesmo partido.

Em vez do fisiologismo e da política do “tapinha nas costas”, optei por uma atuação centrada em grandes causas e em grandes soluções. Sou um deputado resolutivo, que insiste em mudanças capazes de beneficiar a vida de muitas pessoas e de fortalecer os setores produtivos. E, mesmo diante de um jogo político tão adverso e acostumado aos escândalos, cruzei esses três mandatos sem um único deslize, sem uma única denúncia, sem qualquer espécie de mácula.

Não que eu veja isso como mérito. Trata-se tão-somente de uma obrigação do homem público. Porém, nunca é demais ressaltar que a seriedade é um valor sempre presente em minha jornada. Não sou político profissional e tampouco a política é meu emprego. Comecei como tantos brasileiros, sem nada na vida. E diante de uma oportunidade, seja na profissão ou na política, venci através da retidão, da simplicidade e do esforço.

Minha ação parlamentar é feita sem muita propaganda. Gosto mesmo é de ver problemas resolvidos e de lutar para que a economia faça surgir as mesmas oportunidades que tive em minha juventude. Foi por isso que, desde o primeiro dia em que cheguei a Brasília, encampei brigas ferrenhas em favor da produção. E fiz isso não apenas para defender uma classe, mas também porque sei que o bom resultado do setor primário necessariamente repercute em toda a sociedade – do jovem ao idoso, da dona de casa ao fazendeiro, do trabalhador ao empregador, do servidor público ao empresário.

Minha atuação foi inúmeras vezes reconhecida pela imprensa gaúcha e nacional. Foram anos de muitas batalhas e conquistas. Outras tantas, porém, ainda precisam da nossa presença. E é isso que me motiva para continuar nessa luta.

A estabilidade econômica e os índices de crescimento cada vez mais elevados apontam para um cenário otimista. Porém, não podemos mais aceitar apenas boas intenções e nem figurar como meros espectadores desse processo. É preciso que, através do Congresso Nacional, tenhamos presença e liderança nas decisões que virão pela frente. Os próximos anos vão ser decisivos para construir os rumos da nação nas décadas seguintes.

Neste quarto mandato, igualmente como fiz nos anteriores, honrarei cada voto de confiança em mim depositado e darei continuidade ao trabalho que marcou toda minha vida. Com o coração aberto e a tranquilidade de quem pode andar de cabeça erguida, sou um pai de família, um produtor rural e um político que se orgulha do passado e está muito motivado para fazer ainda mais no futuro.