Natural de Candelária (RS), Luis Carlos Heinze nasceu no  dia 14 de setembro  de 1950. Em 1973, formou-se  em engenharia agronômica  na Universidade  Federal  de Santa Maria (RS). Fixou residência em  São  Borja (RS) onde  iniciou os trabalhos  profissionais  de planejamento e  assistência técnica aos  produtores rurais.

Desde o início das suas atividades, sempre participou de encontros de produtores como técnico e assessorou as cooperativas e sindicatos rurais. Paralelamente, foi professor no Colégio Estadual de São Borja - CESB.

Em 1983, casou com Sandra Maria Batista e anos mais tarde e após muito trabalho, Luis Carlos Heinze se tornava produtor rural. Em sua pequena propriedade cultivava trigo, soja e arroz.

Heinze, desde a época de escola, sempre demonstrou ser um grande  líder. Como produtor, sempre teve ativa participação nos movimentos classistas e marcou presença em inúmeras reuniões, assembléias, congressos, audiências, debates, apresentações, boicotes e mobilizações locais, estaduais e nacionais. Sempre defendeu os interesses dos produtores rurais, que são os mesmos dos trabalhadores, do comércio, dos prestadores de serviços, das indústrias e do Brasil que possui 33% de seu PIB alicerçado no chamado complexo Agribusiness.

Heinze foi membro da comissão central dos orizicultores gaúchos no boicote da comercialização do arroz e da comissão de crédito rural da FARSUL; do IRGA, foi conselheiro e participou da comissão de custos de produção da entidade. Foi também um dos representantes gaúchos que debateu anualmente em Brasília os preços mínimos e VBC's junto a CFP, ao Banco do Brasil e ao Ministério da Agricultura. Participou da comissão central que organizou o “Tratoraço” a Porto Alegre e o “Alerta do Campo a Nação” a Brasília. Coordenou e liderou a comissão do endividamento dos produtores rurais gaúchos.

Em 1988, fundou a associação dos arrozeiros de São Borja e foi eleito o primeiro presidente da entidade. Um ano depois, foi sócio fundador da Federarroz e assumiu o cargo de vice-presidente.  Na gestão 89/82 do prefeito José Prereira Alvarez ,assumiu o cargo de secretário municipal de Agricultura de São Borja. 

Em 1992, foi eleito prefeito de São Borja. Assumiu o cargo e intensificou o apoio às entidades de classe e aos produtores gaúchos em suas justas reivindicações. Luis Carlos Heinze revolucionou a maneira de administrar o município. Empossado em janeiro de 1993, foi nomeado, já em março, membro titular da Comissão Mista Argentina / Brasil – COMAB -, e foi o primeiro representante de São Borja a fazer parte daquele colegiado.

Somaram-se mais de 60 anos de luta em prol da construção da Ponte Internacional, porém, foi Luís Carlos assumir a prefeitura e o processo de travessia deslanchou. Hoje, a ponte ligando São Borja (Brasil) a Santo Tomé (Argentina) é uma realidade, considerada a primeira grande obra do Mercosul. 

Em 1996, foi apontado, por meio de pesquisa IBOPE/ZH, publicada no jornal Zero Hora, no dia 03 de setembro do mesmo ano, como o sexto melhor prefeito do Rio Grande do Sul.

Dois anos mais tarde se consagrava deputado federal, com 63.606 votos, obtendo votação em 277 municípios gaúchos. Logo após sua posse, no dia 02 de fevereiro de 1999, foi escolhido membro titular da Comissão de Agricultura e Política Rural da Câmara dos Deputados.

Em fevereiro de 2001, foi eleito para presidir uma das mais importantes comissões permanentes da Câmara. A escolha de Heinze representou o reconhecimento pelo competente trabalho que desenvolveu no seu primeiro mandato como deputado federal e, acima de tudo, serviu para homenagear o Rio Grande do Sul, grande celeiro de grãos deste país, que até então, não tinha tido a oportunidade de ter um “filho dos pampas” presidindo a Comissão de Agricultura e Política Rural. Com o conhecimento do parlamentar, o órgão marcou época. O ano de 2001 ficou na história da agropecuária brasileira.

Foi naquele ano que o grave problema do endividamento rural começou a ser resolvido. Redução de juros, limite da correção monetária e alongamento de prazo foram os principais itens que beneficiaram os produtores rurais.

Em 2002, o povo gaúcho mostra, nas urnas, que quer continuar com Luis Carlos Heinze como seu representante na Câmara dos Deputados. Desta vez, foram 132.395 votos.

O segundo mandato ficou marcado pelo trabalho que resultou na redução dos impostos sobre os principais itens da cesta básica. A lei  10.925/04, reduziu a zero as alíquotas do PIS/Cofins incedentes sobre o arroz, feijão e farinha de mandioca. Com a atuação de Heinze os brasileiros economizaram R$ 9,3 bilhões em impostos anualmente.

As motivações foram múltiplas, e a vontade de concretizar os anseios da sociedade não impôs limites. Tanto que o cidadão gaúcho reconheceu esse trabalho e reconduziu Heinze para o terceiro mandado como deputado federal. Desta vez foram 205.734 votos. O deputado mais votado de seu partido, o segundo do Rio Grande do Sul.

Entre as principais realizações do terceiro mandato figuram a luta para evitar a desapropriação de 5,4 milhões de hectares dos produtores gaúchos para a criação de uma reserva legal, a inclusão do Rio Grande do Sul no zoneamento da cana-de-açúcar e a autorização para o estado implantar áreas de reflorestamento. As ações dos quatro últimos anos foram voltadas para o desenvolvimento regional e a geração de empregos e renda.

No dia 3 de outubro de 2010 o povo gaúcho, mais uma vez, reconheceu a atuação de Heinze e lhe deu mais um mandato. Dessa vez, foram 180.403 votos. Foi o terceiro deputado mais votado do Rio Grande do Sul e, novamente, o primeiro do seu partido.

Os gaúchos sente-se orgulhoso por terem um digno representante, leal, participativo e, acima de tudo, um homem que nunca teve dificuldades para se manifestar em defesa da agropecuária brasileira, força que alavanca o desenvolvimento do Brasil.